Dia do Patrimônio Cultural relembra a história do Iphan

Uma data para celebrar a memória e a história brasileira. O Dia Nacional do Patrimônio Cultural, comemorado em 17 de agosto, é também uma homenagem ao nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade, historiador, jornalista e advogado.

Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 1898, Doutor Rodrigo, como era chamado, dedicou-se à preservação do Patrimônio Cultural do país. Foi o primeiro presidente do Iphan e um dos principais responsáveis por sua criação, no ano de 1937.

Foi contemporâneo de grandes nomes da arte e cultura brasileira, tais como Cândido Portinari, Manuel Bandeira e Mário de Andrade. Trabalhou como redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e, na política, foi chefe de gabinete de Francisco Campos, no Ministério da Educação e Saúde Pública, criado em 1930, no governo de Getúlio Vargas.

Na gestão de Gustavo Capanema, no mesmo ministério (1934-1945), integrou o grupo de artistas e intelectuais modernistas, tornando-se o principal responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural do Brasil, o que culminou com a criação do Iphan. Rodrigo Melo Franco de Andrade faleceu no Rio de Janeiro, em 1969.

Comemorações pelo Brasil

Em comemoração ao Dia Nacional do Patrimônio Cultural, o Iphan distribui gratuitamente publicações sobre o Patrimônio Cultural Brasileiro. No Distrito Federal, os interessados podem retirar os títulos na sede do Iphan em Brasília, no período de 17 a 31 de agosto, das 13h às 17h. Os moradores de outros estados podem solicitar as publicações pelo e-mail publicacoes@iphan.gov.br, informando nome completo, profissão e CEP. Os pedidos podem ser feitos também entre os dias 17 e 31 de agosto e será cobrado apenas o valor do frete. Confira a lista de títulos disponíveis.

Também no Distrito Federal, acontecem as Jornadas do Patrimônio do Distrito Federal, entre 17 de agosto a 02 de setembro. Organizado em parceria com instituições do governo distrital, o evento é voltado para difusão de temas relacionados ao Patrimônio Cultural e Educação Patrimonial.

Em Pernambuco, o Iphan-PE realiza, nesta quarta (18), a live O lugar dos Centros de Referência na Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. O evento tem início às 16h e será transmitido pelo canal do Iphan no YouTube. A live faz parte da programação da 14ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promovida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE). Confira a programação completa.

A Superintendência do Instituto em Goiás lança o Circuito Literário Iphan Goiás nos Municípios. A ação é realizada em parceria com o Governo do Estado e irá doar obras referentes ao Patrimônio Cultural às bibliotecas dos 246 municípios goianos. Ao todo, serão doadas cerca de nove mil livros.

Já no Maranhão é realizada a primeira edição do Cine Patrimônio, que oferece sessão de cinema gratuito à população. A exibição será realizada  na Praça da Flor, no Desterro, nesta terça-feira (17), a partir das 18h30.  O evento é promovido pela prefeitura de São Luís (MA) e conta com o apoio do Iphan-MA.

Ainda nesta terça, o Iphan-AL participa da II Semana de Habilitação do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-AL). O superintendente substituto do Instituto no estado participa às 19h da live Patrimônio em processo: diversidade cultural, turismo e sustentabilidade.

O Iphan

O anteprojeto de criação do Iphan foi redigido pelo escritor, musicólogo e folclorista Mário de Andrade, a convite do então ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, em 1936. A instituição nasce no ano seguinte, por meio da Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937.

Outros importantes nomes participaram desse primeiro momento, tais como Oscar Niemeyer, Luiz de Castro Faria, Sérgio Buarque de Holanda, Heloísa Alberto Torres, Gilberto Freyre, Carlos Drummonde de Andrade, Renato Soeiro, Lúcio Costa, Lígia Martins Costa, Sílvio Vasconcelos, Augusto Carlos da Silva Teles, Alcides da Rocha Miranda, José de Sousa Reis, Edson Motta, Judith Martins e Luís Saia, entre outros.

A gestão de Rodrigo Melo Franco de Andrade à frente do Iphan durou 30 anos (1937-1967). Durante esse período, a instituição consolidou-se e passou a ser reconhecida por suas ações em prol da preservação do Patrimônio Cultural brasileiro.

O Iphan é uma das instituições mais antigas do país e a primeira voltada ao trabalho de preservação do Patrimônio Cultural na América Latina. Sua atuação resultou em conquistas importantes, como a criação de uma política dedicada ao Patrimônio Cultural Imaterial, que busca identificar, reconhecer, salvaguardar e promover os bens culturais imateriais brasileiros há mais de 20 anos.

“A preservação e valorização do Patrimônio Cultural é um compromisso com a história e identidade do nosso país” destaca a presidente do Iphan, Larissa Peixoto. “Após 87 anos de criação, o Iphan se mantém firme em sua missão, garantindo que todas as gerações conheçam a riqueza da nossa cultura.”, acrescenta.

A Política de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial tem servido de inspiração para outros países e como base de elaboração e implementação de formatos semelhantes em estados e municípios. Além do imaterial, a ação do Instituto contempla o Patrimônio Material, o Arqueológico e o Ferroviário. 

Hoje, o Iphan segue em sua missão de promover e coordenar o processo de preservação do Patrimônio Cultural do país, com objetivo de fortalecer identidades, garantindo o direito à memória e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do país

Fonte: Assessoria de Comunicação Iphan